
“Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita …
XVII ..
A ciência espírita compreende duas partes: uma, experimental, sobre as manifestações em geral; a outra, filosófica, sobre as manifestações inteligentes. Quem quer que apenas tenha observado a primeira está na posição daquele que só conhecesse a Física pelas experiências recreativas, sem ter penetrado no âmago da Ciência. A verdadeira Doutrina Espírita encontra-se no ensino dado pelos Espíritos e os conhecimentos que este ensino comporta são graves demais para serem adquiridos de outra forma, que não por um estudo sério e contínuo, feito no silêncio e no recolhimento; pois, apenas nessa condição, pode-se observar um número infinito de fatos e de particularidades que escapam ao observador superficial e permitem firmar uma opinião. Tendo este livro, como resultado, apenas o de mostrar o lado sério da questão e provocar estudos nesse sentido, já seria muito, e felicitar-nos-íamos por ter sido escolhido para executar uma obra pela qual aliás, não pretendemos ter nenhum mérito pessoal, já que os princípios que ela encerra não são criação nossa; o mérito cabe inteiramente, portanto, aos Espíritos que a ditaram. Esperamos que dê um outro resultado, o de guiar os homens desejosos de se esclarecer, mostrando-lhes, nestes estudos, um grande e sublime objetivo: o do progresso individual e social e o de indicar-lhes o caminho a seguir para atingi-lo. …”
Estaremos em futuras publicações dividindo com vocês alguns trechos selecionados, como este acima, das obras de Kardec. Neste post colocamos o penúltimo parágrafo da Introdução, por Allan Kardec, do Livro dos Espíritos, que teve sua primeira edição publicada em 18 de abril de 1857, há 160 anos e alguns dias.
Trecho de:
Allan Kardec, O Livro dos Espíritos. Os Princípios da Doutrina Espírita. Sobre a Imortalidde da Alma, a Natureza dos Espíritos e suas Relações com os Homens; as Leis Morais, a Vida Presente, a Vida Futura e o Futuro da Humanidade. Segundo o Ensinamento dado pelos Espíritos Superiores com o concurso de Diversos Médiuns., Tradução de Maria Lucia Alcantara de Carvalho, 2008, 1a Edição, Rio de Janeiro, Léon Denis Gráfica e Editora.
Estamos usando esta tradução de 2.008 por ser possivelmente a mais recente, com linguagem contemporânea.
