Operação Mediúnica

PERGUNTA:   A  fim  de  melhor  aquilatarmos  a  natureza  dos  moldes  ou “duplos etéricos” dos órgãos do corpo humano, podereis descrever-nos o processo de uma operação  mediúnica  feita  só  no  perispírito,  mas,  à  semelhança  de  igual  intervenção efetuada pela cirurgia terrena, no corpo físico?

RAMATÍS:- A fim de poderdes compreender a nossa resposta à indagação que fazeis, convém abordarmos um determinado aspecto do problema. É o seguinte: Tratando-se de uma intervenção cirúrgica processada apenas no perispírito, os cirurgiões do “lado de cá” servem-se dos instrumentos operatórios do vosso setor utilizando a substância astralina do seu  ambiente  próprio,  ou  seja:  –  usam  os  moldes  ou  “duplos  etéricos”  das  ferramentas adotadas pelos médicos terrenos. É que todos os objetos ou seres possuem o seu molde ou “duplo astral”, seja o ferro, o ouro, o estanho, a semente, o pinheiro, a roseira, o milho ou também, do reino animal, o tigre, a águia e o próprio homem. Em resumo: – No mundo astral onde vivemos, existem as “matrizes” ocultas ou espécie de “negativos originais” de tudo aquilo que se encontra materializado ante vossos olhos. O mundo material em que viveis, conforme enunciou Einstein, é um conjunto de energias condensadas, ou seja, produto da energia invisível, que, pela sua degradação vibratória, baixou até à condição de substância compacta, por efeito de condensação. Assim, por exemplo, uma garrafa, embora seja um objeto material, constitui um “duplo” que é sustentado pela energia oculta do molde etérico que lhe dá a forma de garrafa. Em tais condições, a garrafa-matéria é a própria energia oculta pressionada pelo seu molde etereoastral, ou seja, por uma outra “garrafa invisível” aos vossos sentidos. Isto explica que a desintegração atômica é o processo em que a energia condensada na forma de matéria liberta-se e desaparece da focalização humana porque ela retoma ao seu mundo original e oculto. Por conseguinte, como as ferramentas cirúrgicas são fabricadas com substância do reino mineral, elas também possuem a sua matriz astral gerada ou oriunda do referido setor. Assim como o calor incidindo sobre o gelo, que é matéria sólida, transformado em água, depois em vapor e, ainda sob mais alta temperatura, pode levá-lo ao estado de radiação invisível, esse mesmo processo, em sentido contrário, fará retomar o fluido irradiante até à sua precedente forma compacta de gelo. Fenômeno semelhante também ocorre no plano espiritual,  embora  noutro  estado  vibratório,  quando  os  espíritos  materializam  e desmaterializam a mesma energia, isto é, aquela que, ao condensar-se, compõe a matéria afetável ou tangível aos sentidos físicos; e quando, em liberdade, é o elemento da vida no mundo sutil das forças ocultas.

Agora  vamos  responder  à  vossa  pergunta  a  respeito  das  operações  feitas  só  no perispírito: – Admitamos, por exemplo, o caso de uma criatura com estenose duodenal, isto é, com estreitamente da porção do duodeno à saída do estômago, anomalia que a clínica terrena solucionaria  pela  extirpação  dessa  parte  enfermiça,  mediante  a  operação  conhecida  por gastrectomia.  Neste  caso,  os  espíritos  operadores  desmaterializam  as  ferramentas  dos médicos terrenos e então, manuseando as matrizes etéricas das mesmas, seccionam a parte duodenal do corpo-perispírito, que se apresenta afetada. Em seguida, ajustam e recompõem os extremos seccionados. Porém, de imediato, o paciente não obterá alívio nem melhoras sensíveis porque a intervenção no molde ou matriz perispiritual somente, pouco a pouco, é que ela vai corrigindo a deformação do duodeno carnal, pois os seus átomos e moléculas físicas  vão-se  aglutinando  lentamente  sob  o  comando  da  referida  matriz  etérica,  até  a vitalização integral do órgão doente.

Sendo o corpo físico a materialização ou o “duplo” do perispírito, todas e quaisquer reações processadas neles têm efeitos recíprocos. E esta ligação ou interdependência é que justifica os sofrimentos cruciantes do espírito dos que se suicidam, pois, embora já não estejam ligados ao corpo de carne, eles continuam a sentir as mesmas dores provocadas pelo veneno ou pela bala que lhes extinguiu a vida física.

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